Foto TV/Globo Um adolescente de 15 anos foi agredido a caminho da escola, no Guará, no Distrito Federal. Segundo a família, o caso ocorreu n...
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| Foto TV/Globo |
Um adolescente de 15 anos foi agredido a caminho da escola, no Guará, no Distrito Federal. Segundo a família, o caso ocorreu no dia 13 deste mês, após a vítima, que está dentro do espectro autista, ser abordada por pelo menos dois homens.
Após as agressões, o adolescente perdeu dois dentes e ficou com lesões no rosto, além de um ferimento na mão. De acordo com os parentes, ele costuma ir ao Centro Especial 1 do Guará sozinho, mas foi abordado por pelo menos dois homens quando estava próximo à unidade de ensino.
A mãe do adolescente, Yone Nunes de Souza, acredita que a agressão foi motivada por um mal entendido.
"O agressor disse que ele merecia, porque estava mostrando as partes íntimas. Conheço bem meu filho e acredito que ele tenha feito xixi na rua, porque não tinha noção", afirma Yone.
Segundo a mãe, o filho tem "um corpo grande, porém com uma mentalidade de criança". "Sei que meu filho perdeu dois dentes, está traumatizado e assustado", diz.
A Polícia Civil afirma que o caso foi registrado como lesão corporal e está sob sigilo por envolver um adolescente. Segundo a Secretaria de Educação, a situação ocorreu fora da escola e que o aluno foi prontamente atendido pela equipe da unidade de ensino.
Ainda segundo a pasta, a direção acionou a mãe imediatamente, que o levou para o hospital. A secretaria diz ainda que os envolvidos na agressão não tem ligação com a escola.
Esse é o segundo caso de violência contra um adolescente autista no Distrito Federal em novembro. No dia 7, um estudante foi agredido por um professor, que é policial militar.
Segundo a mãe do adolescente, Angélica Rego Soriano, o filho saiu da sala de aula "muito irritado" e o professor Renato Caldas Paranã, que também é policial militar, foi chamado para ajudar a conter o jovem.
A mãe disse que o professor se recusava a soltar o estudante, mesmo após pedidos da vice-diretora (veja vídeo acima). "Ele [o professor] só soltou quando sentiu que o braço quebrou", contou a avó do adolescente, Rita de Cássia Rêgo.

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