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Crise da seleção brasileira! Lesões, falta de planejamento ou faze; saiba mais

A seleção brasileira não vive um bom momento. Terminada a última data-Fifa de 2023, o saldo do ano está muito longe de ser positivo, especia...


A seleção brasileira não vive um bom momento. Terminada a última data-Fifa de 2023, o saldo do ano está muito longe de ser positivo, especialmente após a derrota por 1 a 0 diante da Argentina, em pleno Maracanã, o primeiro revés do Brasil jogando em casa em toda a história das Eliminatórias Sul-Americanas. Mas o que explica um 2023 tão caótico na seleção  pentacampeã do mundo? Veja os motivos:

Falta de planejamento: em fevereiro de 2022, nove meses antes da Copa do Mundo, Tite já havia anunciado que deixaria o comando da seleção brasileira ao fim do Mundial do Catar. No entanto, a CBF, de Ednaldo Pereira, demorou a agir mesmo tendo meses para se planejar, sem saber sequer quem seria o substituto. Foram longos seis meses até a entidade se mexer e definir, pelo menos de forma temporária, quem assumiria a Amarelinha

Técnicos "tampões": enquanto ainda discutiam sobre o possível substituto de Tite, Ednaldo Pereira definiu Ramon Menezes, técnico do sub-20 do Brasil, para comandar a pentacampeã do mundo nos primeiros compromissos do ano. Foram duas derrotas, contra Marrocos e Senegal, e apenas uma vitória, diante da seleção de Guiné. Depois do fracasso com Ramon, o "tampão" escolhido na sequência foi Fernando Diniz

O "problema" Diniz: campeão da Libertadores com o Fluminense, Fernando Diniz enfim conquistou um título que valida seu trabalho, muitas vezes questionado justamente pela falta de resultados. No entanto, o modelo de jogo do treinador se mostra difícil de ser implementado na seleção, com menos jogos e treinamentos. Até aqui, o Brasil venceu apenas duas partidas, empatou uma e perdeu três sob o comando de Diniz, além de ocupar o sexto lugar na tabela das Eliminatórias

Falta de comando entre Diniz e Ednaldo: em qualquer clube de futebol bem estruturado, as funções são muito bem definidas. Não parece ser o caso da CBF. Entre o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, e o técnico Fernando Diniz, não há ninguém que possa fazer esse intermédio. Claro que é importante ter autonomia, mas a falta de uma figura de hierarquia entre essas duas partes, como um diretor de seleções, ou coordenador técnico, não vem se mostrando saudável para a nossa seleção

Lesões de Neymar: principal jogador do Brasil na atual geração, Neymar tem sido uma ausência sentida durante todo o ano e é um dos motivos que explicam a crise da seleção em 2023. Em nove partidas disputadas pela Amarelinha neste ano, o nosso camisa 10 esteve presente em apenas quatro, mas que podem ser três e meia, já que o atacante se lesionou ainda no primeiro tempo do confronto com o Uruguai

Perda de "pilares": além do nosso camisa 10, alguns pilares da seleção brasileira também se lesionaram, como Casemiro, Danilo e Vinícius Jr. O trio é titular do Brasil, e Diniz tem encontrado dificuldades em achar substitutos para jogadores de tamanha hierarquia, não apenas pela qualidade que eles têm com a bola no pé, mas também pelo papel de liderança que exercem no grupo

Começo de ciclo e nova safra de atletas: Roma não foi construída em um dia, e muito menos uma seleção. Depois do fiasco no Catar, a necessidade de mudança foi escancarada. Novos valores do nosso futebol passaram a ser convocados, o que é um desafio para qualquer treinador, já que os atletas não são os mesmos de tempos atrás. Essa diferença ficou nítida no Brasil x Argentina da última terça (21), com uma seleção argentina pronta e entrosada diante de uma seleção brasileira que ainda está num processo de construção

Da redação do Conexão Correio com R7 Esportes

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