Foto: Reprodução/Youtube. O ministro Antônio Carlos Ferreira, relator do processo sobre fraude à cota de gênero do PL Ceará no Tribunal Supe...
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| Foto: Reprodução/Youtube. |
O ministro Antônio Carlos Ferreira, relator do processo sobre fraude à cota de gênero do PL Ceará no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela manutenção dos mandatos das deputadas estaduais Marta Gonçalves (hoje, filiada ao PSB) e Dra. Silvana nesta quinta-feira (27). Por outro lado, encaminhou a cassação dos deputados Carmelo Neto e Alcides Fernandes e a inelegibilidade de Acilon Gonçalves, então presidente do partido no Ceará, mas filiado ao PSB atualmente.
Em sequência, o ministro Sebastião Reis Júnior pediu vista, e a votação foi adiada. O magistrado terá o prazo regimental de 30 dias para retomar o placar.
O processo se refere às eleições de 2022, quando as candidaturas de cinco mulheres no PL Ceará foram colocadas sob suspeita de fraude.
Segundo a denúncia apreciada, elas teriam sido lançadas à disputa como candidaturas laranjas, apenas com o objetivo de garantir os recursos da chamada "cota de gênero".
Para o ministro-relator, contudo, a suspeita se confirmou somente nos casos de Andreia Moura e Marlucia Barroso.
A primeira teria sido inscrita como candidata sem a sua anuência, ato denunciado por ela mesma à Justiça Eleitoral ainda em agosto de 2022.
Já a segunda admitiu em juízo que não autorizou seu registro como postulante, e que, inclusive, fez campanha para outros candidatos à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
Com isso, os votos recebidos por Marlucia e pelos deputados eleitos e suplentes homens do PL foram cassados no voto de Antônio Carlos Ferreira.

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