O cenário eleitoral de 2026 já começa a provocar baixas estratégicas entre nomes da política cearense. A deputada estadual Juliana Lucena e ...
O cenário eleitoral de 2026 já começa a provocar baixas estratégicas entre nomes da política cearense. A deputada estadual Juliana Lucena e o suplente Almir Bié decidiram não disputar as próximas eleições, temendo assumir apenas o papel de “bucha” dentro de seus partidos — ou seja, somar votos para fortalecer candidaturas mais competitivas.
O repórter Sátiro Sales conta, no Jornal Alerta Geral, que, mesmo tendo obtido votações expressivas em 2022, os dois avaliaram que não há segurança eleitoral suficiente para garantir mandato na próxima legislatura (2027-2030). A decisão foi baseada, principalmente, na matemática eleitoral e na nova configuração partidária após a janela de filiações.
Juliana Lucena, eleita em 2022 pelo PT com 45.474 votos, migrou recentemente para o PDT, mas, ao reavaliar o cenário, concluiu que não teria condições de repetir o desempenho. Diante disso, aceitou convite do governador Elmano de Freitas e assumiu a Secretaria das Mulheres, o que a torna inelegível para o pleito de 2026.
Já Almir Bié, que recebeu 35.510 votos em 2022 e exerceu mandato por mais de três anos como suplente do PP, também optou por não entrar na disputa. Ele avaliou que, dentro da Federação União Progressista, sua votação não seria suficiente para assegurar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Outro nome fora da disputa é o deputado Oriel Filho, que decidiu não concorrer à reeleição. Diferentemente dos demais, ele integra um grupo político que terá a ex-prefeita de Icó, Laís Nunes, como candidata. Oriel permanece no cargo de Secretário de Pesca, sem se desincompatibilizar.
As desistências revelam um movimento de cautela entre parlamentares que, diante de um cenário mais competitivo e com mudanças nas regras do jogo eleitoral, preferem recuar a correr o risco de atuar apenas como coadjuvantes nas chapas.
Da redação do Conexão Correio com Ceará Agora

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