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A coluna apurou com fontes ligadas à delegacia responsável pela investigação que o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) identificou uma escoriação no lado direito do nariz da técnica de enfermagem que denunciou ter sido agredida pelo senador Magno Malta (PL-ES) durante um exame no Hospital DF Star, em Brasília.
Segundo fontes da investigação, os médicos concluíram que a lesão é compatível com a versão apresentada pela profissional de saúde. Em depoimento, ela afirmou que recebeu um tapa no rosto durante o atendimento e que, com o impacto, os óculos entortaram e atingiram a região do nariz.
Apesar de o exame não ter identificado vermelhidão facial no momento da perícia, investigadores explicam que isso não invalida o relato da vítima.
De acordo com fontes ouvidas pela coluna, os peritos consideraram o chamado fenômeno da “rubefação”, reação caracterizada pela vermelhidão da pele após um impacto físico.
Especialistas explicam que esse avermelhamento pode desaparecer em poucas horas, especialmente após procedimentos como limpeza do rosto, compressas, lavagem da pele e o próprio intervalo de tempo entre a agressão e o registro da ocorrência.
Ainda segundo as fontes, a ausência da vermelhidão no momento do exame era esperada diante do tempo transcorrido e dos procedimentos realizados após o episódio. Mesmo assim, os peritos conseguiram identificar a escoriação na lateral direita do nariz.
Agressão
A técnica de enfermagem denunciou ter sido agredida na última quinta-feira (30/4), enquanto acompanhava o senador em um exame de angiotomografia de tórax e coronárias no DF Star.
Segundo o relato da profissional à polícia, o equipamento interrompeu automaticamente a aplicação de contraste após identificar uma oclusão no acesso venoso. Ao verificar a situação, ela percebeu extravasamento do líquido no braço do parlamentar e se aproximou para prestar assistência.
Nesse momento, conforme a ocorrência, o senador teria reagido de forma agressiva, levantando-se da maca e desferindo um tapa no rosto da profissional. Ela também afirma ter sido chamada de “imunda” e “incompetente”. O parlamentar nega as acusações.
Nessa terça-feira (5/5), o Hospital DF Star informou que a técnica foi afastada das atividades por recomendação médica particular. A unidade afirmou ainda que vem colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
O caso é apurado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Magno Malta negou ter agredido a profissional. “Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher. Isso é falsa comunicação de crime”, afirmou.
A defesa do senador também divulgou nota alegando que o parlamentar estava sob forte medicação e com a cognição comprometida no momento do exame. Segundo os advogados, ele teria reagido à dor causada pelo procedimento, e não à profissional de saúde.
Da redação do Conexão Correio com Metrópoles

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