Foto: TDOC via AP A detenta Christa Pike, que sobreviveu a duas injeções letais em uma prisão no estado norte-americano do Tenneseee há cer...
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| Foto: TDOC via AP |
A detenta Christa Pike, que sobreviveu a duas injeções letais em uma prisão no estado norte-americano do Tenneseee há cerca de uma semana, está acordada e falando, segundo advogados divulgaram nessa terça-feira (6). O diagnóstico da mulher, entretanto, é incerto, pois ela recebeu duas doses de uma substância mortal, o pentobarbital.
Os advogados de Pike disseram que "contra todas as probabilidades" ela está "consciente, falando e continua recebendo cuidados médicos críticos”.
"Apesar do grave dano que sofreu nos braços, continua algemada e acorrentada à cama", afirmaram em comunicado.
A mulher de 50 anos foi condenada à morte por um assassinato que cometeu quando era adolescente. O caso chamou atenção em meadoas dos anos 1900 pelo alto grau de violência empregado, pela idade dos envolvidos e pela ligação um suposto ritual satânico contra o corpo da vítima.
As autoridades do Tennessee, nos Estados Unidos, não conseguiram executar Christa Gail Pike nesta quarta-feira (30) por um assassinato cometido em 1995, mesmo após a administração de duas doses de um medicamento letal. Um especialista em pena de morte afirmou que se trata de uma falha sem precedentes.
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Pike permaneceu viva e roncando alto após a tentativa de execução por injeção letal e foi retirada da prisão em uma ambulância. Segundo os advogados, as autoridades administraram duas doses de pentobarbital nela.
A prisioneira foi hospitalizada, mas ainda não foram divulgadas informações sobre o seu estado de saúde.
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Tennessee suspende execuções
Após a falha na execução de Pike, o governador do Tennessee, Bill Lee, ordenou uma investigação independente sobre o incidente e também suspendeu as execuções no estado até o fim do ano —havia apenas uma outra pena de morte planejada.
Christa Pike, de 50 anos, seria executada às 10h de quarta-feira pelo assassinato que cometeu aos 18 anos. A execução faria dela a primeira mulher a receber a pena de morte no Tennessee em mais de 200 anos.
Um tribunal de apelações chegou a suspender a injeção letal apenas uma hora antes do horário previsto, mas horas depois a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a suspensão.
Defesa pede reformulação da pena
Com a execução malsucedida, os advogados de Pike reiteraram o apelo feito ao governador do Tennessee, Bill Lee, para que comute a pena de Pike para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
O diretor do sistema prisional do estado sulista renunciou ao cargo após o acontecimento polêmico.
O governador então, suspendeu a aplicação da pena de morte após a execução fracassada, e colocou o caso em espera até que seja conduzida uma investigação independente.
A condenação
Pike foi condenada à morte pelo assassinato, em 1995, de Colleen Slemmer, de 19 anos, uma de suas colegas em um centro de formação profissional. Pike tinha 18 anos. Seus dois cúmplices, também adolescentes, escaparam da pena capital.
Ela seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. Segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte dos Estados Unidos, Pike é a primeira detenta que sobrevive "após receber injeções com doses letais de fármacos utilizados em execuções".
Da redação do Conexão Correio com Diário do Nordeste

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