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| Reprodução/Instagram |
Aliado do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), o desembargador aposentado Sebastião Coelho usou as redes sociais para se manifestar a respeito da transferência de Bolsonaro à Papudinha, na quinta-feira (15/1).
Para Sebastião, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes “não fez nenhum favor para Bolsonaro”.
“Isso não é prisão humanitária. Bolsonaro deveria ter ido para casa para ter uma assistência médica adequada. Sua transferência não deve ser confundida com benevolência de Alexandre de Moraes”, disse.
Apesar da crítica à decisão do ministro, Sebastião elogiou a escolha da Papudinha pelo fato de ser um alojamento, e não cela, além de o local se tratar de um presídio militar segurado pela Polícia Militar do Distrito Federal.
“A decisão de colocá-lo na Papudinha é boa para Bolsonaro. É um local dez vezes melhor de onde ele estava na Polícia Federal. Não é o ideal, mas esse é o melhor lugar que ele pode estar neste momento“, declarou Sebastião.
Transferência para a Papudinha
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nesta quinta-feira (15/1), transferir Jair Bolsonaro (PL) para a Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, a chamada Papudinha;
Até então, o ex-presidente cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília;
A determinação de Moraes é para que Bolsonaro cumpra pena privativa de liberdade de 27 anos e 3 meses por trama golpista no novo local, onde também estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Bolsonaro, no entanto, ficará em cela separada;
Na decisão, Moraes afirmou que o sistema prisional brasileiro enfrenta, há anos, um cenário de elevada população encarcerada e déficit estrutural de vagas, o que resulta em índices persistentes de superlotação e péssimas condições estruturais, especialmente no regime fechado.
O desembargador ressalta que vídeo publicado em seu perfil (assista acima) teve o intuito de “tranquilizar os apoiadores do ex-presidente”.
“Desde o início do julgamento, Bolsonaro deveria ter ido para uma unidade do Exército Brasileiro. É o mínimo que deveria ser feito. Os cuidados que ele permitiu, já deveria ter permitido desde o primeiro dia da prisão”, disse.
Veja as condições impostas por Moraes a serem cumpridas na Papudinha:
assistência integral dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia;
deslocamento imediato para os hospitais em caso de urgência, devendo a defesa comunicar nos autos no prazo máximo de 24 horas da ocorrência;
realização das sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao juízo;
entrega diária de alimentação especial, devendo a defesa indicar no prazo de 24h o nome da pessoa responsável pela entrega;
disponibilização, pelo sistema penitenciário, de atendimento médico em tempo integral, em regime de plantão;
visitação semanal permanente, respeitados os procedimentos do estabelecimento prisional, da esposa, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro; dos filhos Carlos Nantes Bolsonaro, Flávio Nantes Bolsonaro, Jair Renan Valle Bolsonaro e Laura Firmo Bolsonaro; e da enteada, Leticia Marianna Firmo da Silva, às quartas e quintas-feiras, nos horários das 8h às 10h; das 11h às 13h; ou das 14h às 16h;
assistência religiosa pelo bispo Robson Lemos Rodovalho e pelo pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, a ser realizada uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, individualmente, com duração de 1 hora.
Da redação do Conexão Correio com Metrópoles

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